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Bem-me-quer, mal-me-quer
Data: 01/07/2010
Autor: Fernanda Dutra

Dias depois do início das obras da Linha 4 do metrô, que vai ligar a Barra da Tijuca à Zona Sul, no último sábado, reacenderam as discussões sobre o traçado das estações. Segundo a Secretaria estadual de Transportes, São Conrado, Gávea, Leblon e Ipanema vão ganhar paradas. Mas, desses bairros, o único que tem a associação de moradores a favor do projeto é São Conrado. José Britz, presidente da Amasco, diz que o metrô vai trazer benefícios ao bairro:

― O metrô vai valorizar nosso potencial turístico e comercial, além de melhorar o trânsito ― afirma Britz.

Já as associações de Ipanema, Leblon e Gávea ressaltam problemas no projeto e os impactos na região. Maria Amélia Loureiro, da AMIpanema, acredita que o bairro é muito pequeno para as três estações (General Osório, inaugurada no fim do ano passado; Nossa Senhora da Paz e Jardim de Allah) planejadas.

― Acho que é mais rápido caminhar da Praça General Osório à Nossa Senhora, são só três quarteirões. O impacto é muito grande para um percurso muito curto.

Já os bairros excluídos do projeto da Linha 4, Botafogo e Humaitá, pleiteam estações. O primeiro já tem uma, mas reuniu 20 mil assinaturas em prol de outra estação que ficaria próxima ao shopping Rio Sul. O Humaitá começa agora a fazer o seu abaixo-assinado a favor de uma parada no Largo dos Leões.

Ipanema teme tumulto; São Conrado festeja

O traçado anterior da Linha 4, licitado em 1998, também incluía São Conrado e Gávea, mas passava por Humaitá e Botafogo. O projeto, porém, não foi adiante até a candidatura do Rio à sede olímpica ganhar força. Na época, novos estudos concluíram que levar o metrô a Ipanema e Leblon, em vez de a Botafogo e Humaitá, significaria atender 240 mil usuários por dia, quase o dobro do previsto no plano original.

Os moradores de Ipanema e Leblon, porém, não gostaram nada da ideia do aumento do fluxo de pessoas em seus bairros.

― Com mais gente caminhando por aqui, vai acontecer o aumento de camelôs, de roubos, de população de rua e, claro, da sujeira ― diz Maria Amélia, presidente da Associação de Moradores de Ipanema, temendo que tais problemas acarretem a desvalorização dos imóveis do bairro.

O secretário de Transportes Sebastião Rodrigues pensa bem diferente:

― A área ao redor da Praça General Osório teve em média, valorização de 40%. Essa previsão, ao meu ver, é totalmente equivocada.

Rogério Chor, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), concorda. Ele lembra o caso da estação Botafogo, inaugurada na década de 80: ― os imóveis ao seu redor tiveram alta de 15%.

― A procura por imóveis próximos ao metrô é muito grande. As estações acabam estimulando o comércio em volta e facilitam o acesso a serviços no dia a dia ― diz.

Já Romário Fonseca, diretor da Lopes Consultoria Imobiliária, diz que a influência do metrô no preço dos imóveis na Zona Sul não é significativa:

― Apesar de trazer benefícios aos bairros, o metrô não influi diretamente no preço. É a falta de imóveis na Zona Sul, já saturada, que o determina.

Outro questionamento de Ipanema e Leblon é quanto ao número de estações. As três previstas para Ipanema, segundo Maria Amélia, teriam distância média de 800 metros entre si, o equivalente a três quarteirões e meio. Mais extensa que Ipanema, Copacabana também tem três paradas: Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo.

Entre a primeira e a segunda, o espaço é de 950 metros; entre a segunda e a terceira, 1,4 quilômetros.

― Ipanema não precisa de três estações. É mais rápido andar de um trecho ao outro. O impacto é muito grande para um percurso muito curto ― diz Maria Amélia.

Augusto Boisson, do Leblon, teme que o local escolhido para a estação do bairro seja a Praça Antero de Quental.

― O metrô é um avanço. Mas não podemos deixar o governo sair furando a torto e a direito. A Praça Antero de Quental é nosso tesouro. Vão estragar o local se puserem um croissant ali ― diz, citando o apelido da plataforma na General Osório, cujo design lembra o do folhado francês.

Maria Amélia ressalta ainda que o morador da Barra terá que percorrer 16 estações até chegar à Carioca.

― Mais fácil seria ter uma linha direta da Barra ao Centro. Até porque nós não vamos conseguir usar o metrô: ele já vai chegar aqui lotado.

Evelyn Rosenzweig, líder da Ama-Leblon, concorda:

― Metade dos moradores do Leblon trabalha no bairro. A Barra é mais isolada, mas não vai ser bem atendida pelo trajeto atual.

Nova presidente da Associação de Moradores da Gávea, Andréa Galvão diz que ainda não consultou os vizinhos, mas, que, pessoalmente, acha que o bairro não precisa de metrô. José Britz, da Amasco, de São Conrado, por sua vez, aguarda ansioso a chegada dos trens: - O bairro tem um potencial comercial e turístico que será mais bem aproveitado com o metrô. Além disso, o trânsito vai melhorar.

CONTRA

IPANEMA
Os moradores protestam contra a construção de mais duas estações no bairro.

LEBLON
Especulações levaram os moradores a pensar que o bairro ganharia quatro estações. Desfeito o engano, eles agora temem que a parada seja feita na Praça Antero de Quental.

GÁVEA
A nova presidente da associação de moradores, eleita em abril, diz que, pessoalmente, é contra a construção do metrô, mas pretende fazer uma consulta a quem vive no bairro.

 

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