HISTÓRIA DO BAIRRO
  DADOS POUCO CONHECIDOS SOBRE O PÃO-DE-AÇÚCAR « voltar
Prof. Milton Teixeira
 

     Os antigos moradores do Rio de Janeiro julgavam impossível o acesso ao pico do Pão de Açúcar. Foi, pois, um grande acontecimento a escalada feita em 1817 por uma senhora inglesa, Lady América Vespucia, que no alto do penhasco colocou um poste com a bandeira da Grã Bretanha.

     Depois dessa ousada expedição, a 31 de outubro de 1851 o norte americano Burdell e dez companheiros, inclusive duas senhoras e um menino (Luiz Burdell), todos estrangeiros, escalaram a famosa escarpa, regressando após trinta horas de permanência naquelas alturas.

     Com a criação da Escola de Aplicação Militar e seu aquartelamento na Praia Vermelha, tornaram-se freqüentes as excursões ao Pão de Açúcar, sendo das mais notáveis as que empreenderam os alunos da Escola Militar, em princípios de 1889, na chegada de D. Pedro II de sua viagem à Europa, colocando ali uma bandeira com a legenda "Salve", tendo cada letra sete metros. No mesmo ano, em 13 de outubro, por ocasião da visita, ao Rio de Janeiro, do navio chileno Almirante Cochrane, repetiu-se a difícil escalada.

      Anos antes, em 1883, o engenheiro americano Morris N. Kohn, propôs o plano de um elevador mecânico ou ponte de "inclined suspension bridge", para transportar passageiros até o alto do Pão de Açúcar.

      A portaria do Ministro da Agricultura, Conselheiro Henrique d`Avila, de 31 de janeiro de 1883, dirigida à Ilustríssima Câmara Municipal da Corte, submeteu o projeto à consideração do corpo da Câmara, merecendo parecer favorável dos vereadores Pinto Guedes, Emílio da Fonseca e Oliveira Brito, a 21 de março do mesmo ano. A concessão caducou sem nada ter sido feito.

      Em princípio de 1889, o Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Rodrigo Augusto da Silva, submeteu à mesma Ilustríssima Câmara Municipal o projeto de um grupo de empresários ingleses propondo a concessão para desmontar o Pão de Açúcar e utilizar a pedra resultante em aterro a ser feito no bairro da Glória até o Centro. O parecer não chegou a ser emitido pelos vereadores haja vista a Proclamação da República, a 15 de novembro seguinte.

      Em 1890, o Ministro da Argentina no Brasil, Dr. Henrique Moreno, sugeriu a ereção de uma estátua em homenagem à Cristóvão Colombo no cimo do Pão de Açúcar, sendo defendida essa idéia no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro pelo escritor João Severiano da Fonseca, irmão de Manuel Deodoro da Fonseca, Presidente do Brasil.

      De acordo com o decreto no. 1.260, de 29 de maio de 1909, foi o Prefeito autorizado pelo Conselho Municipal a conceder, ao engenheiro civil Augusto Ferreira Ramos e outros, o direito exclusivo, pelo prazo de trinta anos, para construção e exploração de um caminho aéreo entre a antiga Escola Militar e o alto do morro da Urca, com ramais para o pico do Pão de Açúcar e para a chapada do morro da Babilônia.

      A 30 de julho de 1909, assinou-se, na Prefeitura, sob a administração Serzedelo Corrêa, o respectivo contrato com o engenheiro Augusto Ferreira Ramos e Manoel Antônio Galvão, industrial, ambos domiciliados nesta cidade, e segundo o plano idealizado pelo engenheiro Fredolino Cardozo.

      A cada ano, o Pão de Açúcar perde 60 toneladas de rocha em média devido à erosão provocada pelas chuvas e vento.

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