HISTÓRIA DO BAIRRO
  GRANDES AMORES DA ZONA SUL « voltar
Prof. Milton Teixeira
 

     Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, filha do Rei Carlos V de Espanha e de Da. Maria Luísa de Parma, nasceu em 1775, mas casou-se por conveniência política dez anos depois com o Príncipe português D. João.

     Não foi feliz no casamento e, apesar de ter-lhe dado dois filhos (Teresa e Pedro, futuro Imperador do Brasil), logo se desentendeu com o marido, chegando em 1796 a morar em palácios separados. Passou desde então a encontrar-se com amantes, com quem teve mais sete filhos.

      Vindo para o Brasil em 1808, com a fuga da Família Real, trouxe para cá seu comportamento escandaloso, morando em várias casas, mas nunca com o marido em São Cristóvão, com quem só se encontrava em poucas cerimônias oficiais.

      Das casas, as que mais apreciava eram as da Zona Sul. Possuía palacete suntuoso na esquina do "Caminho Novo de Botafogo"(rua Marquês de Abrantes) com a praia, bem como outra morada, na rua das Laranjeiras, perto do Largo do Machado. Era seu vizinho fronteiro em Laranjeiras o português dos Açores José Fernando Carneiro Leão(1782-1832), homem jovem e bonito. Tornaram-se amantes. Leão seria galgado ao posto de Diretor do Banco do Brasil e teria o título de Conde de Vila Nova de São José, por Decreto Imperial de 12 de outubro de 1826.

      Era casado com Da. Gertrudes Angélica Pedra Leão, que armou "barraco" certa vez quando encontrou Carlota Joaquina na rua. A Princesa jurou vingança. Em 1819, quando Gertrudes saía de uma missa numa capela próximo ao que hoje se chama Praça José de Alencar, foi alvejada por um tiro, disparado pelo bandoleiro "Orelha". Preso o assassino e descoberto o mandante, D. João pediu o processo e queimou-o, não sem antes dizer "mais um crime desta pérfida mulher..."

      Carlota voltou para Portugal em 1821, junto com a Corte. Ficou viúva em março de 1826, enlouquecendo depois. Suicidou-se em 1830 tomando veneno. Fernando baixaria ao túmulo dois anos depois, mas seria enterrado ao lado de Da. Gertrudes, no Mosteiro de São Bento.

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