ATAS DAS REUNIÕES
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03/08/2010 - Ata da Reunião Ordinária da AMAB

      Aos três dias do mês de agosto de 2010, às vinte horas, em sua sede provisória no Colégio Santo Inácio, situado à Rua São Clemente, 226, em Botafogo, teve início a Reunião Ordinária da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo - AMAB, presidida por sua Presidente, Regina Chiaradia e secretariada pela Conselheira Fiscal, Elisa Fontes.

A Presidente Regina recebeu para a reunião uma expressiva presença de representantes de associações co-irmãs para juntas discutirem a questão do traçado da Linha 4 do METRÔ. Estavam presentes representantes da: FAM-RIO, AMAL, AMAJB, AMA ALTOJB, AMALEBLON, ANIMALEBLON, AMIPANEMA, AMAGÁVEA, AMAHUMAITÁ, AMAST, SAC, AMAR, FAMBARRA e CCBT. Regina iniciou a reunião dizendo que não haveria a formalidade de uma mesa com presidente, que seria uma conversa entre co-irmãs onde todos pensariam juntos em torno de um tema comum. Que a decisão de questionar o traçado da Linha 4 do Metrô já vem acontecendo em outras associações e em algumas delas a análise já está bem delineada, mas que achou por bem que o movimento fosse articulado por todas as associações. Regina disse que percebeu que a única coisa onde o governo conseguiu unanimidade foi nesse caso onde TODOS são contra o traçado do projeto da Linha 4 do Metrô que o governo Sergio Cabral apresentou e quer dar prosseguimento. Que no RJTV do mês passado, ouviu do Diretor da Rio Trilhos, Bento Lima, que o Estado ainda não tinha projeto para o traçado muito embora já o tivesse apresentando. Que o Metrô, hoje, presta um péssimo serviço em contraposição ao excelente serviço prestado recentemente e que por esse motivo vem perdendo clientes com medo da insegurança no serviço prestado. Regina perguntou aos representantes presentes se era uma posição comum a todos a formação desse grupo para discutir a questão. Cláudio Janowitzer, da Associação de Moradores e Amigos do Tijucamar e do Jardim Oceânico - AMAR, solicitou um aparte e disse que eles já estão se mobilizando e que criaram grupos de trabalho, inclusive com o Engº em Transportes Fernando McDowell e o William H. Hossell, inclusive pedindo que ele explanasse melhor a situação. Regina convidou então o William Hossell da Associação de Moradores do Leblon – ANIMALEBLON que dirigiu-se aos presentes e passou a discorrer sobre o assunto. De início colocou que a principal característica do governador Sergio Cabral quando fala do Metrô é mentir. Que basicamente o Metrô tinha duas linhas onde não havia conflitos, mas que no início do governo Cabral ficaram sabendo que eles ressuscitariam a Linha 1A projetada por Jaime Lerner, ainda da época do governo Brizola e que por esse motivo temos essa imensa “gambiarra”. Que desde abril de 2007 tenta mostrar o erro, mas os diretores da Rio Trilhos e o governador recusam-se a aceitar a inviabilidade da ligação das duas linhas que prejudica qualquer traçado. William questionou o que seria melhor para a Barra? O traçado atual não tem cabimento, é inviável para servir à Barra. Os trens não têm manutenção adequada, que os trens prometidos para 2011 vão começar a chegar somente no final do mesmo e serão acoplados aos já existentes quando o perigo de acidentes passará ser grande. Regina apartou e disse que a atual concessionária Metrô Rio contratou a Queiroz Galvão, concessionária que ganhou a licitação de 1998 para executar o projeto da Linha 4, fato que seria no mínimo intrigante. William Hossell continuou dizendo que o governo delega a construção, mas que, juridicamente, ele a detém desde 1998 e que essa concessão era de 20 (vinte anos), e que foi prorrogada até o ano de 2038. Que qualquer que seja o traçado da Linha 4 ele conflita com a Linha 1A em funcionamento, não há condição de manutenção, até porque o melhor lugar para a construção do parque de manutenção seria onde está hoje a Cidade da Música. Que juntos, população e governo, deveriam repensar a construção do que seria melhor para a população como um todo e não o que seria melhor para um percentual pequeno da população. Regina novamente apartou e disse que a construção da Linha 4 original que deveria ligar a Barra a Botafogo (Estação São João), hoje também se mostra inadequada pois a população da Barra quer seguir, em sua grande maioria, para Cidade e não para Botafogo. Que a Estação São João não suportaria o intenso fluxo e que o que era bom há trinta anos atrás, poderia não ser mais hoje. Que a AMAB hoje luta pela Estação São João original da Linha 1 e não a da Linha 4. William apartou dizendo que a demanda da Barra em usuários do Metrô seria em torno de 187.000 (cento e oitenta e sete mil) e que 50% (cinquenta por cento) desse total seria para a Zona Sul e os outros 50% (cinquenta por cento) seria para a Cidade. Que a FGV (Fundação Getúlio Vargas) foi responsável pelo estudo sobre a demanda de passageiros atendidos pela Estação Praça Gal. Osório. Que a FGV também foi contratada e fez o estudo de 7 (sete) linhas: VLT/HSST/AEROMÓVEL/BRT. Daniel Uram, da Sociedade dos Amigos de Copacabana – SAC, apartou dizendo que o projeto deveria contemplar o traçado original. Evelyn Rosenzweig, representante das AMALEBLON e Associação Comercial do Leblon, colocou que o melhor será o que for melhor para a cidade, um Metrô eficiente, transporte de massa de qualidade. Que esse seria o legado que mais interessaria para a ligação Gávea X Jardim Oceânico. Luiz Igrejas, presidente da AMAR, questionou sobre a estação que ficaria às portas do seu condomínio e que acabaria com o sossego dos moradores. Que o mais lógico seria a Linha 4 seguindo da Gávea para a Estação Carioca (Gávea, Humaitá, Botafogo, Laranjeiras, Carioca). Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra, colocou que o trecho da Linha 4 compreendido entre a Gávea e o Jardim Oceânico é o ideal, mas o que se começarmos a criticar o traçado vai ser muito ruim, pois o político mais gosta em ano de eleição é de população indecisa. Que o trecho contratado pela concessionária RIO BARRA, teve o custo dimensionado e seria para ir até o Teminal Alvorada  “CEBOLÃO”. Que hoje os engarrafamentos deixam a Barra paralisada e que o BRT não tem condição de ser implantado até porque não há mais lugar para tanto ônibus. Que conversou com Bento Lima da Rio Trilhos e que seria ideal que o traçado fosse até a Praça Gal. Osório ou Botafogo, e que o traçado até a Tijuca seria inviável. Que tem que se colocar o político para se comprometer junto à população e que dia 16/8/2010 haverá uma reunião com o pessoal da COPPE. Que o desejo da população é que tenha a Linha 4, que poderia ser ligada a Estação São João ou até a Carioca. Que o que tem que ser feito é uma sondagem para saber se a ligação do Jardim Oceânico com a Gávea será na Praça Sibélius ou com o Largo da Memória, até porque o terreno ali é instável devido ao aterro da Lagoa Rodrigo de Freitas. Delair questionou também onde seria o Centro de Manutenção. William solicitou que o ex-funcionário da Rio Trilhos, Sidney Silvério, falasse sobre a questão. Sidney colocou que o Centro de Manutenção na Barra seria em frente ao restaurante La Mole, e que o valor de outorga foi algo em torno de 1 bilhão e 114 milhões de reais, e que do jeito que está com a Linha 1A  o sistema congelou o trecho SUL/NORTE/SÃO CRISTOVÃO até 2038. Que em estudos feitos à época do governo Lacerda, haveria a extensão até a Barra, estendendo-se até o Alvorada, numa área de livre acesso até o Bosque da Barra ou ao Aeroclube de Jacarepaguá. Que o governo tem que colocar faixas dizendo prazo, custos e definição do traçado. João Carlos Teixeira Soares, vice presidente da AMAB, disse que o melhor para a população seria a malha metroviária, que esse seria o desejo da população como um todo, que houvesse ligações em Copacabana, Rodoviária, e que a população deve brigar para que a estação Gávea seja em dois andares e não contínua.  Cláudio Janowitzer colocou que o interesse da população está acima de tudo. A presidente da FAM-RIO, Márcia Vera de Vasconcellos, disse que deveríamos aproveitar essa mobilização e marcar o local da próxima reunião para não perdermos o contato com esse grupo que quer discutir o melhor Metrô para a população. Evelyn Rosenzweig retomou a palavra e colocou que já está participando a algum tempo dessa discussão e que seria de bom tom juntar informações, promovendo novos encontros para montar um documento para ser levado ao governo Cabral. Sérgio Rodrigues Bahia, da AMAB, solicitou a palavra para questionar sobre um possível “Plano B” ou seja: nos mobilizaríamos primeiro para entregar o documento técnico ao governo Cabral, mas caso a resposta não atenda aos anseios das Associações de Moradores, entraremos, então, com uma representação no Ministério Público? A resposta dos pressentes foi positiva. Regina sugeriu então que já deixássemos marcada uma nova reunião onde o assunto prosseguiria e o documento seria apresentado. Cláudio Janowitzer sugeriu que o documento “técnico” a ser feito fosse enviado por e-mail para que todos os presentes nessa reunião participassem da confecção do mesmo. Diante disso foi escolhida a AMAGÁVEA como a nova anfitriã da reunião que ficou agendada para o próximo dia 24 de agosto, às 19:30 horas na Gávea, faltando apenas ser definido o local.

E como mais nenhum assunto foi tratado, a reunião foi dada como encerrada, às 22 horas e 20 minutos, cuja presente ata segue por mim, Elisa Fontes, Conselheira Fiscal, lavrada e assinada, juntamente com a Presidente, Regina Chiaradia.

Elisa Fontes
Conselheira Fiscal
Regina Chiaradia
Presidente
 
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