ATAS DAS REUNIÕES
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20/04/2010 - Ata da Reunião Ordinária da AMAB

      Aos vinte dias do mês de abril de dois mil e dez, às vinte horas, em sua sede provisória no Colégio Santo Inácio, situado à Rua São Clemente, 226, em Botafogo, teve início a Reunião Ordinária da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo - AMAB, presidida por sua Presidente, Regina Chiaradia e secretariada pela Conselheira Fiscal, Elisa Fontes.

A Presidente deu início à reunião participando aos presentes que a Prefeitura está contratando calceteiros vindos de Portugal para consertar as calçadas de pedras portuguesas que estão totalmente esburacadas devido à mão de obra escassa, já que a profissão aqui na cidade do Rio de Janeiro, como em todo o Brasil deixou de existir.

Recebemos nesta reunião duas novas participantes, as senhoras Sandra Suely Queiroz de Araújo e Dulce Irene Ramos que procuraram a Associação através do site e foram convidadas a compartilhar da reunião para saberem mais da ação que a AMAB move contra os Subenfiteutas Silva Porto. As senhoras se mostraram surpresas com as cobranças feitas pelos mesmos e que vinham sofrendo com as cartas constantes de cobrança. A presidente Regina alertou-as de que a ação já está no Tribunal (2ª instância)  e que a causa para os supostos subenfiteutas não está nada fácil, que não pagassem, pois seria só uma questão de tempo. Regina disse também que a Secretaria de Ordem Pública tem um novo chefe, o Sr. Carlos Roberto Osório, que parece ser ou querer ser mais participativo do que o anterior. Regina falou sobre a necessidade de se fazer alguma coisa para motivar os moradores a participarem mais das reuniões da AMAB.Também colocou que todas as associações têm reclamado que as reuniões estão a cada dia mais vazias, e assim sendo as dificuldades de contornar situações corriqueiras torna-se uma verdadeira maratona, já que ninguém quer, nem se propõe, a se envolver com nada, só querem cobrar, como se essas associações tivessem o poder público nas mãos e com isso o poder de fazer e o poder de mando. O Vice Presidente João Carlos citou que até nos condomínios onde se legisla em prol de um bem comum as reuniões estão esvaziadas, e colocou para ilustrar que um amigo dele, síndico de um prédio de dezoito apartamentos, sem quórum para decidir alguma coisa, resolveu aumentar a cota condominial e avisou a todos os condôminos do aumento. Disse que choveu reclamações na porta do amigo, e, que ele sabiamente disse que, naquele momento ele estava caracterizado de morador e, que se alguém estivesse algo contra o aumento, o procurasse na reunião onde ele estaria travestido de síndico e ali poderiam discutir sobre o assunto. Na reunião seguinte, todos estavam presentes! O associado Sergio Bahia ratificou a necessidade de se arregimentar pessoas no bairro através dos condomínios, shoppings, supermercados e etc. ou através de um profissional de marketing, para que a AMAB tivesse maior visibilidade pela população de Botafogo, ainda lembrando o quesito “A AMAB QUE QUEREMOS”, lançado à época da eleição da atual diretoria. Questionou-se fazer cartazes para, com autorização dos síndicos, afixarem-se nos quadros de aviso dos prédios e que todos sugerissem o layout para o mesmo e enviássemos para a AMAB através do e-mail: amab@centroin.com.br . Regina colocou também que somos o segundo bairro de maior população na Zona Sul, e que não temos uma praça como meio aglutinador de pessoas do bairro para um evento, uma reunião mais abrangente, e, que a Praça. Nelson Mandela, ou ½ (meia) praça, está sendo alvo de especulação dos camelôs para ser o camelódromo de Botafogo e que a AMAB é totalmente contra a essa idéia.  A associada Suly Oswaldina colocou que se deveria conclamar a população com um manifesto quanto às pessoas que descuidadamente fumam nas ruas, posto que, elas têm os cigarros voltados para fora de seus corpos e descuidadamente “queimam” os transeuntes. Regina colocou que esse aumento dos fumantes nas ruas deveu-se à proibição por lei de não se fumar em locais fechados, tais como: bares, shoppings, etc. e que uma campanha deste porte e com essa abrangência não teria o apelo desejado, pois os fumantes e as fábricas de cigarros teriam o mote do “proibido proibir”. Regina apresentou aos presentes a matéria do jornal desta data que falava sobre a decisão da Concessionária Metrô-Rio de reformar na Estação Botafogo cinco de suas entradas para o início a partir do dia seguinte, ou seja, 21 de abril de 2010. Não sabemos se estaria inclusa nesta obra a reforma da ½ (meia) Praça Nelson Mandela. Sandra e Dulce colocaram sobre a falta de luz, que os moradores da Rua Dezenove de Fevereiro e adjacências estão sofrendo quase que diariamente e que a concessionária LIGHT ao ser chamada disse que o serviço feito no prédio delas era “emergencial”, pois a rede elétrica da cidade estava em situação precaríssima, atuando em cima de “gatilhos”, posto não terem aparelhagem novas nem técnicos para fazer a manutenção. Colocaram também que existe um prédio que é uma concessionária da PETROBRÁS na mesma rua e que elas pensam ser dali a origem do problema, porque o consumo de energia ali é imenso e como a rede está sucateada, a disponibilidade de energia é menor para todos. Regina contrapôs que no início no ano 2000, no auditório do jornal O DIA, em reunião com uma grande parte de Associações de Moradores da Zona Sul, dentre elas a AMAB, o Presidente da LIGHT (na época francesa) admitiu a falta de investimentos e se comprometeu em faze-los em função da melhora da rede desses bairros, e que se isso não estiver sendo cumprido que se faça uma representação contra a concessionária junto a ANAEL, cobrando o acordo e a manutenção da rede.  Regina levou um recorte de jornal mostrando a posição da Prefeitura em relação à grande enchente na cidade há dez dias atrás, e que levou o caos e morte a várias localidades do município e do estado, que a Rua Mundo Novo, em Botafogo, estava fechada ainda por conta das barreiras que haviam caído e que o material ainda estava na pista. Que a Prefeitura estava dizendo que só a partir de um estudo junto à GEO RIO e a DEFESA CIVIL é que ela iria ou não remover este material, posto que iria averiguar se “o problema” era da ordem pública ou privada. E aí a Conselheira Fiscal Elisa Fontes colocou que essa era realmente a postura da Prefeitura, que na rua onde mora a Assunção, havia tido um deslizamento de terra na Serra da Carioca, o maciço que contorna aquela região, e que o produto do deslizamento havia descido todo para dentro de uma vila no numeral 174, desabando uma casa (sem vítimas fatais) e colocando outras duas interditadas definitivamente. Disse que a síndica da vila procurou-a para ajuda, pois a COMLURB havia dito que o entulho teria que ser ensacado e colocado na frente da vila para que o mesmo fosse retirado pela equipe de remoção. Elisa então ligou para a COMLURB e falou com o ouvidor da mesma que afirmou o dito no jornal, que não era responsabilidade da COMLURB resgatar material em “coisa privada”, então Elisa disse-lhe: mas foi a “coisa pública” que feriu “a coisa privada”, mas ele não entendeu assim ou não quis entender, e aí deu por encerrado o assunto, não sem antes dizer que a Elisa era radical. Novamente ela tentou, agora através do gabinete do prefeito, uma nova solução para o caso, e que a atendente firmou com ela que a presidência da COMLURB ficou de retirar o lixo neste dia a partir das 19 horas. Elisa ainda colocou que os bueiros, caixas de águas pluviais e esgoto sanitário estão cheios de terra na área de sua residência na mesma rua, numeral 82 e que também já recorreu aos órgãos competentes, mas até agora só a CEDAE-ESGOTO se pronunciou aparecendo e fazendo a limpeza. O 1° Secretário, Alcyr, Nordi, questionou sobre o evento que teria lugar na Enseada de Botafogo promovido pela IURD (Igreja Universal do Reino de Deus). Perguntou como foram as negociações e se elas tiveram lugar no dia a dia da associação. Regina colocou que teve uma reunião em que estiveram presentes além dela, o Diretor de Finanças, Cesar Nordi, representantes de mais três Associações de Moradores da área, os representantes da IURD e os da Prefeitura, incluindo o Administrador Regional da 4ª R.A., Rodrigo Pian, no gabinete do Comando do 2º Batalhão de Polícia Militar e seu comandante o Ten. Cel. Antônio Carlos Carballo Blanco. A reunião durou quatro horas, onde ela e o Cesar demonstraram por fotos, recortes de jornais do evento anterior, e-mails e toda sorte de papéis a inviabilidade do evento ter local na Enseada de Botafogo. As demais associações presentes também foram enfáticas quanto a absolta falta de infra estrutura do local. Os representantes da IURD disseram que o evento era direcionado para um público de 100.000 (cem mil) pessoas e 500 ônibus. Regina ainda colocou que o apelo religioso da IURD era grande e que ela temia que houvesse muito mais do que as cem mil pessoas. Neste ínterim o representante da Prefeitura, Rodrigo Pian sacramentou a postura da Prefeitura dizendo que o evento representava 1.000.000 (hum milhão) de votos dos evangélicos, e que sendo assim, aconteceria. Diante disso, Regina virou-se para o Comandante da unidade Coronel Carballo e pediu que ele negasse o “nada a opor”, que o transito ficaria inviável, que os serviços de primeira necessidade, tais como os de emergência médica, fogo e casos policiais com vítimas seriam prejudicados, mas não conseguiu. Sendo assim, terminou a reunião com o evento programado para o dia marcado, 21 de abril de 2010. Revelou ainda que após as enchentes e consequentemente após a reunião esteve na Praia de Botafogo e o que viu foi estarrecedor, por causa das grandes chuvas, houve uma grande ressaca na orla praieira da Cidade do Rio de Janeiro, inserida a de Botafogo, que teve sua faixa de areia totalmente engolida pela dita ressaca. No meio da areia havia uma imensa lagoa de esgoto repleta de urubus em volta. Viu que ali tinha dois senhores, que eram da IURD, organizadores do evento e que embasbacados perguntavam-se: ― Onde está a areia, onde está a areia? E ela respondeu: A ressaca comeu! Os senhores vão fazer o evento aqui mesmo assim? Não houve resposta. Mesmo assim, o João questionou o porquê da AMAB não ter entrado com uma representação contra o evento junto ao Ministério Público, e Regina respondeu que não seria possível, visto que todos os órgãos haviam autorizado formalmente o evento e que o MP só pode atuar quando há uma ilegalidade na questão. Que se a AMAB entrasse no MP sem essa base legal pareceria que a AMAB era contra a IURD o que não era verdadeiro, pois a AMAB era e é contra todo tipo de evento que traga caos ao bairro e a cidade como um todo, que determinados eventos deveriam ter seu lugar próprio para acontecer Regina mencionou as proximidades do aniversário do bairro e comentou que poderíamos fazer algo para chamar a atenção dos órgãos públicos para nossas necessidades. Regina informou que uma Cia. de Teatro do bairro a havia procurado para fazerem algum em conjunto, mas que pela falta de uma praça decente não haviam fechado nada. Informou ainda que temos três Companhias de Teatro em Botafogo.  João Carlos colocou que poderíamos, através do teatro, com assas três companhias que estão inseridas no bairro, fazer uma apresentação num dos cruzamentos de maior fluxo, uma apresentação sobre cidadania apregoando as necessitadas vicinais do ser humano, as posturas municipais e as críticas humoradas ao Poder Público. Regina lembrou também que poderia pedir ao Professor Milton Teixeira, morador e colaborador da AMAB, que fizesse uma palestra sobre o bairro que completará 201 anos em 13 de maio ou até mesmo uma caminhada guiada e também colocou que se resgate algumas obras da AMAB, os grandes assuntos que mobilizaram o bairro e a Associação como um todo. Lembrou ainda que havíamos pensado em confeccionar camisetas da AMAB do tipo vista a camisa do seu bairro para serem usadas pelos associados quando quisessem ser identificados nas manifestações que participassem.

E como mais nenhum assunto foi tratado, a reunião foi dada como encerrada, às 22 horas, cuja presente Ata segue por mim, Elisa Fontes, Conselheira Fiscal, lavrada e assinada, juntamente com a Presidente, Regina Chiaradia.

Regina Chiaradia
Presidente
 
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