ATAS DAS REUNIÕES
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06/10/2009 - Ata da Reunião Ordinária da AMAB

      Aos seis dias do mês de outubro de 2009, às vinte horas e trinta minutos, em sua sede provisória no Colégio Santo Inácio, situado à Rua São Clemente, 226, em Botafogo, teve início a Reunião Ordinária da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo - AMAB, presidida por sua Presidente, Regina Chiaradia e secretariada pela Conselheira Fiscal, Elisa Fontes.

A presidente Regina Chiaradia abriu a reunião mostrando a Revista Casa e Construção do mês de outubro, onde cita a reportagem “Tesouros Cariocas”, que mostra as vilas em Botafogo e cita a Associação como uma entidade que luta pela preservação e parceira na reportagem.

Regina pediu que ficasse registrada em ata a falta do presidente da Comissão do Metrô Álvaro Ramos, o urbanista Sergio Bahia, que estará participando de uma reunião no seu condomínio como Síndico. Já o Diretor da AMAB e representante dos moradores do Conjunto PIO XII, Augusto Mauro de Freitas, também estará ausente devido à organização da paralisação da greve de sua categoria na Câmara dos Vereadores.

Regina colocou ainda da dificuldade das pessoas em participar efetivamente do movimento dos conselhos, direitos ganhos pela Constituição de 1998 pela qual se deu ao povo a oportunidade de fomentar, produzir e construir melhor seu viver. Falou ainda sobre a reunião do Conselho de Segurança que foi realizada na sede do BOPE, com a presença de várias autoridades e do Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Chamou a atenção o quantitativo de repórteres, jornalistas, rádios e televisão presentes ao evento, com o local da reunião lotado de pessoas, gente em pé, com um total de cerca de cento e cinquenta cadeiras.

Na reunião de hoje foi nomeado o associado Licinio Machado Rogerio para representar a AMAB no MOVIMENTO PARTICIPAÇÃO 2016, que tem como objetivo fiscalizar as obras e orçamentos das Olimpíadas. Regina se disse chateada com a posição da vereadora Aspásia Camargo na Audiência Pública do Plano Diretor, onde tinham no plenário, comissões das Associações de Vendedores de Sacolés, Massoterapeutas e etc..., que a mesma apoiava que estes profissionais continuassem apresentando seus serviços à população através de barraquinhas nas praias, calçadas quiosques e a pé. A presidente disse ainda que, apresentou as Emendas da FAM-RIO, que era um trabalho antigo elaborado por um grupo de urbanistas que apóiam a Federação. Qual não foi sua surpresa ao chegar à Câmara dos Vereadores e ver em votação um Ementário do Executivo com aproximadamente setecentas emendas para substituir o Substitutivo n°3, ou seja, o Executivo mandou um novo substitutivo sob a forma de emendas. Mereceu dela um aparte, onde questionava o tempo exíguo (até 30 de novembro), para se aprovar qualquer coisa, visto o ementário ter sido colocado para aprovação apenas 15 dias antes da tal audiência. Percebeu que o mesmo será votado em audiência pró forma para que se oficialize o Ementário e que não há condições de votar um Plano Diretor que realmente represente a vontade da população. Relatou que, uma das ementas que chamou a sua atenção foi a relativa ao RIV – Relatório de Impacto de Vizinhança e que com isso a cidade estará à mercê dos desmandos do governo municipal.

Dando continuação a reunião, Regina pediu então que a representante do Conselho Distrital de Saúde, Elisa Fontes, desse os informes do que havia sido a X Conferência Municipal de Saúde e a I Conferência Municipal de Meio Ambiente, ambas na mesma data e local, no Colégio Pedro II, na unidade São Cristóvão. Elisa explicou que os credenciamentos aconteceram na sexta feira, assim como a votação do Regimento Interno da Conferência, que levou cerca de três horas para ser discutido. Disse que a Conferência foi aberta pelo Secretário Municipal de Saúde, pelo Ministro do Meio Ambiente, pelo Secretário Estadual de Saúde e pela representante do Ministro da Saúde. Elisa relatou que a Conferência teve palco durante três dias, e que o que viu foi assombroso, estarrecedor! As AP’s e os representantes da saúde presentes legislavam em benefício próprio. Pedem aumento de tíquete refeição, redução de horas trabalhadas, vale refeição e auxílio transporte para os membros dos Conselhos Distritais quando em função de reuniões e encontros. Relatou que a representatividade dos usuários é “pífia”, mormente, nas AP’s da Zona Sul. Que são mais bem representados os usuários das Zonas Norte e Oeste, que têm participação efetiva nos Conselhos Distritais, requerendo e brigando pela melhoria das consultas, da aquisição de médicos e remédios, além de pedidos de exames e maquinários para. Tinham uma pauta que foi confeccionada num dos três dias da conferência por três grupos distintos entre si e que formulavam questionamentos e pensamentos sobre um determinado assunto e, assim, os tópicos passavam pela plenária que acordava ou não sobre o item. A gritaria, a falta de respeito, a “baderna” era geral. Não havia ninguém que controlasse os mais exaltados, que até ameaças veladas faziam, a impressão que teve era de que quem gritasse mais alto levava. Por diversas vezes a representante da AMAB na Conferência, teve que “interferir” do jeito que podia, “parecem crianças de Jardim de Infância”, para que determinado assunto pudesse ser exposto e ouvido pelos presentes. Chegou a hora do “almoço” e o que ela viu foi outro “escândalo”, pareciam esfomeados da África. Depois do almoço e, após, uma grande parte da pauta ter sido discutida em plenária, o presidente da mesa, acordou com ele mesmo que, a partir daquele momento os itens a serem discutidos, desde que, sem modificações e, com o aval dos grupos que haviam votado a favor, o item estava aprovado sem a oposição da plenária. Por volta das 19 horas de domingo, exaustos, foram abrir a Conferência do Meio Ambiente, sem antes fechar a da Saúde, e o que se viu foi uma desorganização total, o plenário todo em pé, a mesa sendo invadida pelo pessoal do Meio Ambiente, o “roubo” do microfone e a votação parada. Elisa concluiu que saiu de lá às 21 horas do domingo com o gosto amargo de nada ter sido feito ou decidido a favor da população que necessita dos hospitais que estão sucateados e nas mãos de uma minoria que rege a orquestra de loucos, os pacientes. Regina colocou que infelizmente era assim na Saúde, na Educação, nos Transportes, que o povo não usava da prerrogativa que tinha nas mãos de poder fazer, de julgar, de fomentar e conduzir seu próprio serviço público.

E como mais nenhum assunto foi tratado, a reunião foi dada como encerrada, às 22 horas, cuja presente Ata segue por mim, Elisa Fontes, Conselheira Fiscal, lavrada e assinada, juntamente com a Presidente, Regina Chiaradia.

Elisa Fontes
Conselheira Fiscal
Regina Chiaradia
Presidente
 
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